Pega a visão! Exploradores do mundo e o fantástico viajante da vida cotidiana

Pega a visão! Lendo o mundo nas entrelinhas. Se liga que o presente é coisa do passado! Um monte de histórias inspiradas em outras tantas, com dicas de Penélope Martins.

Pega a visão! Exploradores do mundo e o fantástico viajante da vida cotidiana

Uma das coisas favoritas da maioria das pessoas é viajar, sair do seu lugar, conhecer outras paisagens, pessoas e culturas diferentes da sua. 

A viagem combina muito com curiosidade e isso é praticamente condição natural de muitas espécies, principalmente a humana. 

O ser humano já se enfiou nos mais diversos tipos de viagem para saciar sua curiosidade infinita. Dia 12 de abril de 1961, o programa Vostok levou Yuri Gagarian, piloto da Força Aérea Soviética, a entrar para a história como o primeiro cosmonauta no espaço, mas foi Neil Armstrong quem primeiro pisou em solo lunar, em 1969, com a missão Apollo 11, realizada pela NASA. 

Hoje em dia, com alguns milhões para gastar e boa dose de coragem, qualquer um pode reservar um assento em voo suborbital

Pelo fundo do mar, o ser humano já transitava um século antes de pensar em entrar em foguete. Foi em 1863 que o primeiro submarino afundou um navio inimigo e naufragou em seguida. A viagem da tripulação durou apenas um dia, o fatídico 17 de julho. 

O CSS Hunley, submarino norte-americano, foi encontrado apenas em 2000 com a ossada dos viajantes. No mesmo dia 17 de julho, mas em 1429, o rei Carlos VII foi coroado na França por conta de uma viagem realizada por uma mulher.

Joana D’Arc atravessou vitoriosa a Guerra dos Cem Anos e conseguiu a vitória da campanha para seu país. Mas sua viagem lhe custou a vida, em 30 de maio de 1431, quando, com apenas 19 anos, foi condenada à morte na fogueira. 

Tragédia, a cronologia da humanidade não dispensa narrações de viagens cruéis em guerras e batalhas sangrentas pelos mais diversos e torpes motivos, e expedições que também deixaram marcas de destruição. 

Mas, não só de tristeza são feitas as travessias, outras viagens, grandes ou pequenas em aventuras, marcam esse território do aprendizado construído em solo estrangeiro!

Seja para contar o feito heroico e épico de semideuses, como o filme Tróia (2004) que rendeu a versão loira de Aquiles, vivido pelo ator Brad Pitt, seja para emocionar com os heróis meninos de bolsos vazios em chão batido, como Josué (vivido por Vinícius de Oliveira) em Central do Brasil (1998), uma produção que rendeu viagem do elenco ao tapete vermelho do Oscar com indicação de melhor filme estrangeiro.

Não foi a única vez que o Brasil foi representado na tradicional cerimônia de premiação de cinema

Além de Central do Brasil, O menino e o mundo, filme de animação, foi indicado ao Oscar em 2016, e vendido para mais de 80 países. Cuca, o personagem, além de habitar uma aldeia em seu país mítico, deixa o lugar para atravessar o mundo em busca de trabalho. Por dentro do menino, as travessias de sentimentos desenham outras viagens percebendo a sociedade marcada por exploração.

Josué e Cuca destronam Napoleões e Marcos Polos com suas narrativas epopeicas justamente porque se assemelham a todos nós: pessoas comuns, com viagens diárias de casa para a escola, para o trabalho, para a casa de parentes distantes. 

Deve ser por isso que, com o uso das redes sociais, tanta gente se tornou famosa a partir de suas fantásticas viagens simples de vida cotidiana. 

E por falar em viagens por cotidianos na telinha de um smartphone, será que você consegue completar a frase: “Eita, Giovana, o forninho…” 

Sim, caiu! O meme da garotinha dançando e se pendurando no forno de micro-ondas rodou as telas dos celulares, virou referência na boca de comediantes e até material para game! Que viagem! Não precisa nem de foguete nem de submarino para dar um giro pelo Brasil e conhecer tantas celebridades da vida comum que ajudam a confirmar a máxima: o melhor do Brasil são os brasileiros.

Pega a visão e cai dentro!

Se você aprecia narrativas de travessias fantásticas do cotidiano, aproveite para assistir ao filme Narradores de Javé. 

A história do povo da pequena cidade está prestes a mudar quando resolvem afundar tudo com a construção de uma usina hidrelétrica. A reação das pessoas é inusitada: inventar uma aventura épica com valor quase científico… para transformar Javé em patrimônio histórico. 

Com imaginação sofisticada e personagens com características marcantes, o filme é uma obra de arte daquelas que dão um baita reforço no orgulho de ser brasileiro. Pode ser visto de graça no youtube.

Se liga! 

Vá até as prateleiras da nossa biblioteca e conheça duas obras deliciosas para empolgar o olhar sobre vivências comuns que rendem visões fantásticas sobre nossas próprias vidas nas grandes pequenas viagens: Como subir em árvores, de Tiago de Melo Andrade, e De memes e memórias, de Leo Cunha, ambos muito bem humorados e perspicazes nas narrativas. 

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Brincalelê! Como fazer um almanaque poético das férias?

Brincalelê! Nossa família inventadeira de histórias. Histórias que viram brincadeiras, brincadeiras que viram histórias, com dicas de Penélope Martins.

Brincalelê! Como fazer um almanaque poético das férias?

Você sabe o que é um almanaque? Curiosidades, indicações de utilidades, coleção de antiguidades e novidades fresquinhas, tudo isso cabe no almanaque. 

Os almanaques têm a forma de revistas ou livros para levar a comunicação de uma forma direta e simples, por isso, foram utilizados durante longos períodos, nas cidades e no campo, como meio de informação da população.

Além disso, são objetos de coleções com valor histórico e cultural. A palavra tem origem no árabe, al-manākh, tradicionalmente tratados como publicação anual, originalmente, para organizar por datas os eventos importantes e periódicos. 

Agora é sua vez!

Que tal juntar a turma para fazer um almanaque poético de uma das partes mais divertidas do ano, as férias? Vamos nessa!

Primeiro passo:

Proponha para a família a tarefa de fazer uma lista das coisas que gostam de fazer no período de férias, como brincadeiras, lugares e atividades em viagens, comidinhas deliciosas, músicas favoritas e livros que combinam muito bem com praia, montanha, rede, sofá.

Essa lista poderá ser completada ao longo das férias, assim como as ilustrações e os textos que ajudarão a compor o almanaque de férias da família.

Segundo passo:

Depois de completar a lista, separe material de desenho para ilustrar cada um dos itens. Utilize pedaços de papel cortados do mesmo tamanho para as artes, por exemplo, quadrados de dez por dez centímetros. 

As ilustrações podem ser feitas com desenho, pintura, colagem ou com tudo isso misturado. 

Não se esqueça de colocar as ilustrações identificadas com a ação correspondente para ajudar na organização do futuro almanaque. Fotografias da família também podem entrar no projeto e ficarão super divertidas combinadas com os desenhos e as anotações.

Terceiro passo:

Pesquise junto com os demais conteúdos interessantes para escrever sobre as ilustrações. Curiosidades sobre lugares, memórias de visitas realizadas, receitinhas de família, trechos de canções e poesias, cabe todo tipo de informação no almanaque de férias. 

O importante é fazer a escrita com simplicidade, de uma maneira que todos compreendam, adultos e crianças. Mas, tenha calma, o bom é fazer um pouquinho por dia para a brincadeira durar bastante tempo!

Quarto passo: 

Quando o material estiver pronto, junte cada texto e sua respectiva ilustração em uma única folha de papel, numerando as folhas com a sequência desejada. Utilize os dois lados do papel para completar com conteúdo, igualzinho ao formato de um livro. 

Depois é só grampear tudo e preparar uma capa lindona!

Quinto passo: 

Para a capa, utilize cartolina, papel cartão ou papelão reciclado de embalagens de produtos grandes como caixas abertas de cereal. 

Lembre-se de ilustrar a capa, dar o nome ao almanaque e colocar o nome dos autores. A família também pode incluir o nome inventado de sua própria editora.

Troféu figurinha premiada!

Todos juntos poderão reler o almanaque das férias junto com outros almanaques encontrados nas estantes das bibliotecas e livrarias. Será que vocês conhecem algum almanaque para indicar?

Dica de leitura Brincalelê! 

O livro Almanaque do Alfabeto Poético, de Jonas Ribeiro, reúne poemas organizados pelas letras do alfabeto com os mais diversos tipos de assunto. 

De extraterrestre à espinafre, cultura holandesa, hindu ou húngara, do Pará ao Paraná com pé ante pé ou pé de vento, coube verso até sobre o zagueiro Zaqueu na beleza do Zimbábue.

Divirta-se! E muito! 

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Pega a visão! Cabeças pensantes, revolução em curso!

Pega a visão e se liga que o presente é coisa do passado! Um monte de histórias inspiradas em outras tantas, com dicas de Penélope Martins.

Cabeças pensantes, revolução em curso!

A origem da palavra revolução vem do latim e significa dar voltas. O prefixo “re” ajusta o movimento para que a ação aconteça de novo e de novo e de novo. “Botar o pião para girar”, será que é assim o início de uma revolução? 

O compositor Chico Buarque deixou cravado na história uma narrativa que utiliza essa metáfora do pião para lembrar outras experiências de transformação da realidade.

De dentro para fora, incluindo memórias e saudades para acelerar as emoções, o poeta faz rodar o tempo nas voltas do coração extrapolando em metáforas as revoluções nas relações humanas.

Uma revolução pressupõe uma transformação de algum tipo de situação em que liberdades são cerceadas para beneficiar alguns poucos detentores de poder. Foi assim a Revolução Francesa, no final do século XVIII, com objetivo de derrubar a monarquia e instaurar um regime que assegurasse os direitos dos cidadãos trabalhadores.

Daquele rodopio todo pode-se ler na bandeira francesa os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, que influenciaram políticas pelo mundo afora. Mas não foi só beleza pura que rolou dessa revolução, cabeças também giraram da guilhotina, a tal máquina repressora que foi inventada, curiosamente, para “igualar” os condenados.

A revolução dos bichos

Dois séculos depois, nas linhas de uma fábula ácida, o escritor George Orwell descreve outro tipo de revolução: Animal Farm, ou, A Revolução dos Bichos. Publicada na Inglaterra, em 17 de agosto de 1945, a história dá voz aos animais da fazenda que tomam o poder colocando para correr o homem dono do lugar. 

O novo sistema de gestão, protagonizado pelos porcos que, teoricamente, seriam os mais informados e sábios, seria o resultado de um conjunto de ideais de igualdade e justiça. Tudo muito bonito não fossem os porcos apaixonados pelo poder. Devem ter aprendido com os seres de duas pernas!

Além de fazer compreender o século XX, a narrativa de Orwell é uma alegoria que bota lenha para queimar na crítica sobre outras revoluções, a soviética, especificamente, que, apesar de debater propostas de valorização dos direitos dos trabalhadores, acabou por salgar a vida do povo com um sistema rígido, engessado e totalitário.

“Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião”

“Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião”, cantarolam os que sabem a canção de Buarque, enquanto a cabeça frita pensando em como dar fim às tantas injustiças. Seria “o homem o lobo do homem”? O filósofo Thomas Hobbes estava certíssimo nessa afirmativa rodopiante que engole a espécie humana? 

Os escritos de George Orwell deram muitas voltas, saindo das páginas e inspirando obras de outros artistas. A banda Pink Floyd, por exemplo, com o álbum Animal, e The Clash, grupo de música punk, prestigiaram a leitura escrevendo canções a partir do livro.  

Sorte que a arte faz do limão uma limonada menos ácida. Pensar na política é enfrentar a fera de compreender a história, e ainda tem aquele negócio de colocarem a conta na próxima geração, uma responsa com frase bem intencionada (contém ironia): “você é jovem, o futuro depende de você”. 

Pega a visão: Rapadura é doce, mai num é mole, não! 

Você tem aí uma dose de ousadia para pensar um mundo melhorzinho, de preferência sem guilhotinas para fazer rodar cabeças? Melhor não desanimar e fortalecer a musculatura. A travessia é longa e mais punk que o The Clash. 

É preciso rodar de ler o mundo, mundo, vasto mundo – e se a gente se chamasse Raimundo seria somente uma rima, definitivamente não seria uma solução (isso foi outro poeta quem disse, o Drummond). 

TOP curiosidades

  1. George Orwell largou sua vida de escritor durante seis meses para lutar contra o fascismo na Guerra Civil Espanhola;  
  2. Carlos Drummond escreveu poemas para registrar os horrores da Segunda Guerra Mundial; 
  3. No mesmo mês de junho de 1944, nasceu o poeta Chico Buarque e os soldados Aliados desembarcaram na praia da Normandia para enfrentar os nazistas.

Pega a visão e cai dentro!

Para quem quer compreender a realidade com uma boa dose de narrativa fantástica com dramas sombrios que incluem monstros extraordinários, o filme do cineasta Guillermo del Toro, “O Labirinto do Fauno”, é uma excelente recomendação. 

A história acontece após a guerra civil espanhola, no final da segunda guerra, e utiliza uma linguagem de contos de fadas para demonstrar a tensão daquele momento. 

A personagem protagonista é Ofélia, uma menina órfã de pai, cuja mãe se casa com um general fascista das tropas de Franco. Um ser mitológico, o Fauno, assume o papel de “tutor” dessa heroína que atravessa as paredes da casa para enfrentar o pior dos pesadelos.

Se liga! 

Pega a visão! Nas nossas prateleiras virtuais você pode conhecer a obra A Revolução dos Bichos em dois formatos: em quadrinhos, com texto adaptado por Lillo Parra e Chairim; e texto integral traduzido por Eric Novello, com projeto gráfico ilustrado por Gustavo Piqueira. Confira e garanta o seu!

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Brincalelê! Somos gotinhas de um mesmo oceano!

Brincalelê! Nossa família inventadeira de histórias. Histórias que viram brincadeiras, brincadeiras que viram histórias, com dicas de Penélope Martins

Somos gotinhas de um mesmo oceano!

Imagine que tarefa difícil é tentar contar gota a gota do oceano. Impossível! Bom, então o jeito é pensarmos nas milhões de gotas conversando entre si sobre a história dessa família gigantesca de águas salgadas.

Quanta coisa as águas enxergam por dentro dos oceanos, não é mesmo? É por isso que a gente conta histórias fantásticas e maravilhosas: a imaginação nos surpreende avançando por lugares onde a realidade não dá conta de visitar.

Nos livros podemos encontrar experiências transformadoras de uma maneira lúdica, divertida, aliando a lógica ao imaginário.

Mas, será que podemos pensar assuntos sérios no meio de tanta invencionice? Será que podemos mergulhar nos oceanos das narrativas para investigar a fundo o que está acontecendo em nosso planeta e compreendermos qual o nosso papel nas questões de meio ambiente? Veja com a gente a seguir!

Vamos nessa? É hora de juntarmos as gotinhas para contar histórias brincando de cientista do planeta

Primeiro passo: 

Convide as crianças para uma visita guiada pela cozinha de casa e separe alguns utensílios interessantes, converse sobre os materiais utilizados para fazê-los e proponha um jogo com a seguinte pergunta: se você fosse inventar uma máquina maluca para a cozinha de casa, o que esse aparelho fantástico faria?

Lembre-se de ajudar os cientistas mirins a inventar máquinas que ajudem a preservar o meio ambiente economizando água, por exemplo, ou reaproveitando os restos de alimentos!

Segundo passo:

Proponha uma experiência para as crianças a partir de um delicioso suco de frutas. Deixe os cientistas misturarem sabores, afinal de contas, a cozinha é um laboratório!

Depois de preparar o suco e, é claro, compartilhar para que todos saboreiem, proponha a lavagem dos copos de olho na economia da água e no uso correto do sabão sem exageros, abrindo e fechando a torneira entre um ensaboar e outro. 

Terceiro passo: 

Depois dos copos lavados, pergunte para as crianças se elas imaginam o que acontece com todas as águas do planeta.

Assim, conte sobre as águas dos rios que vão desaguar nos oceanos e inclua nessas águas as tubulações de esgotos que saem das pias das cozinhas e dos ralos que se encontram espalhados por diversos lugares da casa.

Quarto passo: 

Faça um exercício de imaginação com experiências simples. A primeira delas pode ser colocar dentro de uma bacia com água os restos das frutas utilizadas no suco. Pergunte se as crianças imaginam o que acontece com o lixo que polui os rios e navega até os oceanos. Questione também, se somos capazes de gerar menos lixo no planeta. 

Quinto passo: 

Para as crianças compreenderem o ciclo da água dentro da cozinha de casa, prepare uma segunda experiência.

Separe uma frigideira, uma tampa de panela que encaixe sobre ela e coloque sobre um prato algumas pedrinhas de gelo. Deixe a frigideira sobre uma boca acesa do fogão até ficar bem quente, depois coloque uma pedrinha de gelo de cada vez para derreter, e tampe.

A água da pedra vai derreter e virar vapor se transformando numa pequena nuvem até formar gotinhas, novamente. Será que as crianças conseguirão imaginar como a natureza faz a chuva?

Troféu cientista do planeta:

Todos juntos, em família, podem colorir a experiência com desenhos de oceanos saudáveis povoados com peixes e outros seres diversos. Em seguida, um lanchinho com chá aconchegante fará o convite para uma leitura que alimentará a imaginação dessa turma de pesquisadores. Será que tem um oceano de histórias na sua estante de casa? 

Nossa dica de leitura brincalêle!

O livro “Como oceanos nos erguemos”, da autora inglesa Nicola Edwards foi um dos grandes destaques da Feira Literária de Frankfurt em 2019 e seu lançamento ocorreu de forma simultânea em vários países – a tradução da edição brasileira ficou a cargo de Nara Vidal e da Editora do Brasil.

Impresso em capa dura, com acabamento especial em relevo, o livro ilustrado pela neozelandesa Sarah Wilkins traz uma potência de reflexão sobre o meio ambiente.

É um chamado para que todos se unam em prol de um objetivo comum: o de ajudar a Terra, afinal de contas, somos gotinhas de um mesmo oceano!

Divirtam-se!

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Brincalelê! Gire, recorte, movimente, desenhe e cole!

Brincalelê! Nossa família inventadeira de histórias. Histórias que viram brincadeiras, brincadeiras que viram histórias, com dicas de Penélope Martins

Gire, recorte, movimente, desenhe e cole!

Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar! Você sabe o que é uma quadrinha? 

As quadrinhas são trovas de poesia criadas com rimas simples em quatro versos. Por utilizarem uma linguagem cotidiana, as quadrinhas são facilmente memorizadas pelas pessoas. 

Repetida ao longo dos anos por muitas gerações, a poesia popular compõe uma tradição cultural. Com humor, ironia, também como declarações de amor, os versos embalam inúmeras brincadeiras de infância.

Vamos lá, é hora de dar a meia volta e começar a girar!  

Primeiro passo

Pesquise cantigas de roda e brincadeiras da tradição que utilizam quadrinhas para compor um desafio. 

Por exemplo, a parlenda “Passa, passa, três vezes” pode embalar um jogo para brincar em grupo enquanto todos cantam a cantiga: 

Passa, passa, três vezes

O último que ficar

Tem mulher e filhos

Que não pode sustentar.

Qual delas será

A da frente ou a de trás

A de frente corre mais

E a última restará!

Sabe brincar? O grupo pode se organizar em círculo e passar um objeto de um para o outro até o final da cantiga. O objeto pode ser passado com uma regra de movimento, por cima da cabeça, pelo lado direito, por debaixo das pernas e por aí vai. Quem restar com o objeto na mão, vai para o centro da roda esperar até que sobre apenas um. 

Segundo passo

Você pode criar brincadeiras com outras parlendas. Uma sugestão é cantar e substituir as palavras com movimentos. 

Sugestão:  com a cantiga peixe-vivo, a palavra peixe pode ser cantada da primeira vez e, em seguida, substituída por um movimento das duas mãos juntas imitando um peixe nadando no rio. Cada vez que a música se repetir, outras palavras poderão ser substituídas por um novo movimento e o grupo terá que memorizar cada uma dessas ações até o final do jogo.

Terceiro passo:

Papéis coloridos, tesoura e cola, lápis de cor e uma maneira divertida de relembrar as cantigas. Utilizando suas técnicas de desenho favoritas, cada pessoa do grupo pode escolher uma quadrinha para ilustrar com sua obra de arte. Depois disso, é só preparar a exposição em uma parede da casa. Mãos à obra!

Prêmio da Família:

É hora da história, todo mundo junto. Sentados no chão em círculo ou esparramados sobre almofadas, a brincadeira pode seguir com a leitura de quadrinhas. O que será que tem de poesia na sua estante, hein? 

Dica de leitura Brincalelê! 

Com a Coleção “Não é a mesma coisa?”, de Sinval Medina e Renata Bueno, sua família encontrará um momento perfeito de brincadeira com a linguagem escrita e ilustrada. As palavras vão provocar os leitores a usar a inteligência decifrando o mistério dos trocadilhos, além de se divertirem com rimas deliciosas e bem humoradas.

As ilustrações misturam desenho com colagem e podem inspirar todo mundo a trabalhar com papel, lápis e tesoura. Divirtam-se!  

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